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O Futuro
é Teu

Caderno Digital

As profissões do futuro!

Introdução

Já pensaste como será o mercado de trabalho daqui a 5 anos? Ou mesmo como será daqui a um ano?

Desde o seu surgimento, no Paleolítico (a Idade da Pedra), os seres humanos precisaram organizar-se para garantir um conjunto de condições básicas e fundamentais à sua sobrevivência e subsistência, tais como proteger-se de predadores e de condições naturais adversas ou procurar alimento na natureza. Podemos dizer que essas tarefas eram já, de certa forma, o que hoje chamamos de trabalho.

Por se alimentarem apenas do que conseguiam encontrar disponível, os primeiros grupos, nómadas, necessitavam percorrer longas distâncias para caçar ou coletar alimentos. Com a chegada das primeiras formas de agricultura, e já com o domínio do fogo, estes grupos puderam desenvolver um novo estilo de vida, mais sedentário, fixando-se em pequenas comunidades.

A vida nessas comunidades, progressivamente mais populosas e por isso mais estruturadas, implicou a divisão de tarefas, mas sobretudo a criação de novos utensílios (a que podemos chamar tecnologia… a de então) e o surgimento de novos “ofícios”, ambos com o propósito de responder às necessidades das comunidades e das pessoas. Com o passar do tempo, muitas dessas inovações (tecnológicas, sociais e ou “profissionais”) implicaram que ofícios e utensílios outrora indispensáveis se tornassem obsoletos, perdendo gradualmente a sua utilidade.

E assim é até aos dias de hoje.

Inovações, como as tecnológicas, fazem com que profissões que já foram fundamentais percam vantagem e utilidade, acabando por desaparecer, enquanto novas profissões são criadas todos os dias.

Parecem existir, no entanto, profissões que perduram. Há cerca de 2 milhões de anos, para além de caçadores e coletores, existiam também… cozinheiros ou cozinheiras!

De acordo com um trabalho divulgado pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o Homo erectus, pode ter sido a primeira espécie de hominídeo a cozinhar e preparar alimentos, para si e para os grupos em que viviam.

De facto, os contornos do trabalho e das profissões mudaram muito desde que apareceu o Homem. Mais recentemente, a pandemia (COVID19) e as mudanças de hábitos por ela causadas fizeram com que algumas tendências, antes restritas a pequenos nichos de mercado, fossem amplamente adotadas, demonstrando que essas transformações vieram para ficar.

Se estás no início de tua vida profissional ou se te preparas agora para ela, terás provavelmente muitas dúvidas, sobretudo se já percebeste que os empregos tradicionais podem, no curto prazo, sofrer mudanças drásticas. Deves também saber que essas dúvidas são normais, e comuns a todas as pessoas que fazem parte da população ativa, mesmo de quem já está empregado.

Talvez tenhas dúvidas sobre o que fazer a seguir. Se continuar a tua formação, seja num curso superior ou noutra opção que te dê maior possibilidade de emprego, ou se investir o teu tempo numa área de carreira onde sintas mais motivação e prazer. De uma forma ou de outra será importante ter em atenção as tendências que o futuro do mercado de trabalho parece trazer.

Se estás interessado em saber um pouco mais sobre o futuro do mercado de trabalho, e como se prevê que evoluam as profissões nos próximos anos, então este caderno é para ti.


1. TRABALHO OU PROFISSÃO?

Ao contrário do que se possa pensar, estes dois conceitos, embora próximos, têm significados distintos.

O conceito de trabalho está relacionado com projetos, metas, objetivos, ideais e sonhos, e com uma contribuição para o mundo, o que significa que vai muito além da necessidade de ganhar dinheiro, revelando-se, ao invés, como um caminho para a realização e para o sucesso pessoal e profissional. Segundo Max Weber, economista alemão e um dos fundadores da sociologia, “o trabalho enobrece o Homem”, demonstrando diferença entre trabalho e emprego. 

É certo que precisamos ganhar dinheiro com o trabalho que realizamos. Contudo, o retorno financeiro conseguido com o trabalho não será necessariamente o motivo principal, mas antes uma paixão ou a vontade de fazer algo acontecer, de criar, de construir, de sentir que se faz parte de algo maior e mais importante. 

Já o conceito de emprego está relacionado com o exercício de uma determinada atividade, sobretudo motivada pela necessidade financeira de quem a exerce, mesmo que tal não cumpra com metas, ideais ou sonhos pessoais, uma vez que precisamos de rendimento e de ser recompensados pelo esforço do trabalho exercido.

Na fase inicial de uma determinada carreira profissional é comum, pela inevitável falta de experiência, aceitar empregos que não correspondem às expetativas pessoais, mas que ajudarão certamente a adquirir conhecimento e a experiência em falta, a conhecer novas pessoas e, sobretudo, a entender como funcionam as organizações e os setores de atividade em que esse emprego se insere. 

Embora não seja sempre assim, a situação ideal é aquela em que juntamos o melhor dos dois mundos, do trabalho e do emprego, sentindo motivação, satisfação e realização com o trabalho que executamos e, ao mesmo tempo, sendo justamente remunerados por esse trabalho.


2.  O FUTURO DO MERCADO DE TRABALHO

O nosso mundo está a mudar velozmente.

A digitalização, a globalização, as alterações demográficas e a recente pandemia estão a produzir impactos profundos na vida de todos nós, nas nossas culturas e sociedades. Estes fatores estão a transformar rapidamente a forma como interagimos com amigos e familiares, como e onde as empresas operam, que bens e serviços consumimos, que sonhos sonhamos. A educação e a saúde, o modelo de distribuição da riqueza, os empregos que temos e a forma como trabalhamos são particularmente sensíveis a estas mudanças. Estamos, pois, num momento de grandes transformações e o que é “normal” parece não perdurar, alterando-se a cada ano que passa.

Fonte: World Economic Forum, Future of Jobs Report 2023.

Como qualquer outra revolução, aquela que vivenciamos hoje está repleta de oportunidades. A cooperação que se estabelece aos mais variados níveis (entre países, entre organizações e entre pessoas), a afirmação das regiões como polos de desenvolvimento e a interdependência global que se estabeleceram nas últimas décadas multiplicam estas oportunidades.

Tal como refere a Organização Internacional do Trabalho (OIT), novas forças estão a transformar o mundo do trabalho, proporcionando inúmeras oportunidades para melhorar a qualidade de vida de trabalhadores e trabalhadoras, aumentar as opções de trabalho disponíveis, reduzir as assimetrias sociais, reverter os prejuízos causados pela desigualdade a nível mundial, e muito mais.

As novas tecnologias são fortes fatores de mudança, e fazem agora parte integrante e fundamental do nosso quotidiano. A internet conecta cada vez mais pessoas e mais “coisas” (a “Internet of Things”, IoT), enquanto a inteligência artificial se dissemina, ainda que silenciosamente, pelos mais diversos setores. Muitas outras tecnologias, tal como o Blockchain, estão a tornar-se cada vez mais preponderantes nas economias e nas sociedades, amplificando a capacidade para promover o crescimento da produtividade, melhores serviços, e eventualmente melhor bem-estar.

As tecnologias em geral, e a internet em particular, permitem também o surgimento de novos modelos empresariais (baseados, por exemplo na automação, na robótica, ou no comércio digital) e formas inovadoras de trabalho (teletrabalho, crowdworking, entre outras), proporcionando mais flexibilidade tanto para empregadores como para trabalhadores. Os sites de crowdworking e o trabalho mediado por aplicações e por plataformas digitais poderão muito bem recriar as práticas de trabalho do século XIX e as futuras gerações de “trabalhadores digitais”.

Os avanços tecnológicos criarão novos postos de trabalho, mas aqueles que perderem os seus empregos nesta transformação digital poderão ser os menos preparados para aproveitar as novas oportunidades.

A transição ecológica das economias, necessária e nalguns casos já obrigatória, criará milhões de postos de trabalho à medida que se forem adotando práticas mais sustentáveis e tecnologias mais limpas. Em contrapartida, outros postos de trabalho desaparecerão à medida que os países reduzirem a escala das suas indústrias intensivas em carbono e na exploração de recursos naturais.

A transição para um futuro do trabalho que respeite o planeta e procure travar as mudanças climáticas agitará, assim, os mercados de trabalho. O crescimento da população jovem nalgumas regiões, mas também as pressões migratórias (procura de condições de emprego e de vida noutras regiões e países), implicarão o agravamento do desemprego jovem. Noutras regiões, o envelhecimento das populações irá pressionar os sistemas de segurança social e o setor dos cuidados, onde muito há por fazer e onde se carece ainda de inovação e empreendedorismo social.

As transformações demográficas não são, neste contexto, de menor importância. Se é verdade que o aumento da população jovem em algumas regiões do mundo e o envelhecimento da população noutras podem pressionar os mercados de trabalho e os sistemas de segurança social, abrem-se também, no contexto dessas mudanças, novas possibilidades de construção de sociedades mais ativas baseadas no cuidado do próximo, no bem-estar e na inclusão social.

Muitas pessoas e comunidades foram já deixadas para trás pela globalização, persistindo um “fosso digital” no acesso às novas tecnologias, mas não só (por exemplo em serviços básicos e de proximidade), o que resulta em desigualdades em função da idade, do género, da geografia e de aspetos socioeconómicos. Neste contexto desafiante, é crucial recentrar a atenção nas pessoas, no seu cuidado e bem-estar.

Mas estas rápidas mudanças também trazem desafios, especialmente para quem está, ou pretende estar, no mercado de trabalho. As competências de hoje não terão correspondência nos trabalhos de amanhã e as novas competências adquiridas podem rapidamente tornar-se obsoletas.

A título de exemplo, relembramos que os empregos com qualificações intermédias, já para não falar nos empregos com baixa ou nenhuma qualificação, estão cada vez mais expostos a estas profundas transformações. Segundo a OCDE, cerca de 14% dos empregos existentes desaparecerão nos próximos anos como resultado da automação, e muito provavelmente cerca de 32% mudarão radicalmente à medida que as tarefas individuais forem automatizadas. Por outro lado, estima-se que a implementação do Acordo do Clima de Paris (relativo à transição para um ambiente sustentável e combate às alterações climáticas) leve, em termos globais, a uma perda de cerca de 6 milhões de empregos e à criação de 24 milhões de novos empregos.

2.1  CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE EMPREGOS (2023-2027)

Nos próximos cinco anos, prevê-se o desaparecimento de 83 milhões de postos de trabalho e a criação de 69 milhões novos empregos, o que constitui uma alteração global de 152 milhões de postos de trabalho (23% dos empregos atuais) e uma redução global de 14 milhões de postos de trabalho, ou seja, 2% dos empregos atuais.

Fonte: International Labour Organization, ILOSTAT, e; World Economic Forum, Future of Jobs Survey 2023.

2.2   ROTATIVIDADE DO MERCADO DE TRABALHO

A rotatividade no mercado de trabalho refere-se ao movimento total esperado do emprego (incluindo quer os novos postos de trabalho criados, quer a extinção de postos de trabalho existentes) em proporção do emprego atual total. Não se trata de uma medida do crescimento ou declínio do emprego, mas sim de uma medida do movimento de trabalhadores entre diferentes empregos. Por exemplo, quando um trabalhador deixa um emprego para aceitar um outro, mesmo que noutro local ou setor de atividade. Esta mudança contará então como uma rescisão e como uma contratação. O gráfico mostra os setores de atividade onde se espera maior rotatividade.

Fonte: World Economic Forum, Future of Jobs Survey 2023.

2.3   NOVAS PROFISSÕES E PROFISSÕES A DESAPARECER

O crescimento ou o declínio líquido do emprego pode ser estimado de forma semelhante à rotatividade. Por ser informação bastante extensa, convidamos-te a consultar o Relatório “O Futuro do Emprego” 2023, do Fórum Económico Mundial, e a veres com mais detalhe o conjunto das profissões que, nos próximos 5 anos, se esperam surgir e ou desaparecer, em proporção dos postos de trabalho existentes à data.

De forma resumida, os especialistas em Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning lideram a lista de profissões que mais rapidamente se espera que surjam, gerando novos empregos, seguidos por especialistas em sustentabilidade (ambiente, alterações climáticas e recursos naturais) e analistas de Business Intelligence (Inteligência de negócios ou empresarial). Como se pode constatar, a maioria das profissões com maiores taxas de crescimento são profissões relacionadas com “tecnologia”.

Já as profissões com taxas de desaparecimento mais acentuadas estão relacionadas com funções de suporte administrativo e de secretariado, pessoal escriturário de contabilidade e outros relacionados, os tradicionais postos de “caixa” e operadores bancários e relacionados, ou dos serviços postais, pessoal de balcão, e vendedores diretos e porta-a-porta.

Vê aqui a lista completa.

Fonte: World Economic Forum, Future of Jobs Survey 2023.

2.4   EMPREGOS EM MAIOR CRESCIMENTO

O esquema seguinte mostra como se ordenam as 15 profissões sobre as quais se espera um maior crescimento líquido do emprego, nos próximos 5 anos (valores em milhões de empregos).

Fonte: World Economic Forum, Future of Jobs Survey 2023.

2.5   EMPREGOS EM MAIOR DECLÍNIO

O esquema mostra como se ordenam as 15 profissões sobre as quais se espera uma maior redução líquida do emprego, nos próximos 5 anos (valores em milhões de empregos).

Fonte: World Economic Forum, Future of Jobs Survey 2023.


3.  AS PROFISSÕES DO FUTURO

Os últimos anos foram moldados por uma desafiante combinação de fatores de volatilidade, nas áreas da saúde pública, da geopolítica e da economia, aos quais se juntaram crescentes pressões sociais e ambientais. Estas rápidas transformações reconfiguraram e continuam a reconfigurar, por todo o mundo, os mercados de trabalho, a procura de emprego e as competências do futuro, impulsionando trajetórias divergentes, tanto nas economias em desenvolvimento como nas economias mais desenvolvidas.

A Quarta Revolução Industrial (a que hoje assistimos), sobretudo marcada por uma nova era de integração tecnológica, implicando mudança nas expectativas de trabalhadores e consumidores, e a necessidade urgente de uma transição verde e energética, está também a reconfigurar a composição setorial do mercado de trabalho e a estimular a procura de novas profissões e competências.

Ao analisar os padrões de crescimento, declínio e rotatividade do emprego, sete grupos de empregos (relacionados entre si) emergem, sendo estes grupos claramente impactados, positiva e negativamente, pelas tendências que já descrevemos antes. Estes sete grupos de empregos não esgotam a totalidade dos empregos existentes ou que possam vir a ser criados no curto-prazo, sendo que descrevem apenas aqueles que maior destaque terão nos próximos 5 anos.

Segundo o Fórum Económico Mundial (Future of Jobs Report, outubro 2020 e maio 2023), podem ser apontados vários caminhos relativamente aos empregos do futuro. Nas próximas páginas procuramos dar-te uma ideia mais clara do que isto significa e que profissões parecem ser mais e menos prometedoras nos próximos anos.

EMPREGOS FACILITADOS PELO ACESSO DIGITAL E PELO COMÉRCIO ELETRÓNICO

O crescimento do acesso digital e dos serviços que desta forma podem ser prestados está a transformar as organizações, mesmo as mais pequenas.

Este facto parece impulsionar as expectativas de crescimento do emprego em empregos relacionados com o comércio digital e uma redução de empregos onde, por via de interações globais mais digitalizadas, a interação presencial e a manutenção de registos se tornem menos relevantes ou necessários.

Por exemplo, espera-se que especialistas em comércio electrónico, especialistas em transformação digital e especialistas em marketing digital e estratégia aumentem entre 25% e 35%, levando a um aumento de 2 milhões de empregos.

EMPREGOS FACILITADOS PELA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E MITIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Em consonância com as expectativas relativamente à transição verde e aos investimentos no combate às alterações climáticas, outra área que se espera crescer rapidamente, empregando atualmente um número relativamente pequeno de pessoas, são os empregos relacionados, por exemplo, com as energias renováveis.

Este dado reflete, de forma quase universal (em todo o mundo) expectativas de crescimento em profissões de engenharia, particularmente nas áreas das energias renováveis e de sistemas, mas também profissões mais técnicas e operacionais nas áreas de instalação e manutenção de sistemas (sobretudo de energia solar).

O mesmo se aplica a especialistas em sustentabilidade (cientistas, analistas, educadores e gestores) e em proteção ambiental, que deverão crescer 33% e 34%, respetivamente, traduzindo-se num crescimento de aproximadamente 1 milhão de postos de trabalho.

EMPREGOS FACILITADOS PELA TECNOLOGIA AVANÇADA (HIGH TECH)

A adoção de novas tecnologias, particularmente aquelas com elevado grau de inovação, está a impulsionar o crescimento do mercado de trabalho em três principais categorias, as quais empregam atualmente um reduzido número de pessoas:

  • Analistas e cientistas de dados, especialistas em Big Data, analistas de Business Intelligence, especialistas de Bases de Dados e Redes e engenharia de dados:

Impulsionado pelos avanços e crescimento na adoção de tecnologias avançadas que dependem de Big Data, é estimado um aumento de 30-35% (1,4 milhão) na procura por profissões como estas.

Os setores de atividade em que se espera um crescimento do emprego nestas áreas incluem os serviços financeiros (31%), retalho e venda direta de bens de consumo (37%) e cadeias de distribuição e transporte (42%), enquanto as expectativas são mais moderadas no setor das Tecnologia da Informação e Comunicação Digital, com apenas 8%.

  • Especialistas em Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning:

Espera-se que a procura por estes perfis profissionais cresça 40% (cerca de 1 milhão de novos empregos serão criados), à medida que o uso de IA e de Machine Learning impulsionam a transformação contínua de vários setores de atividade económica, mas não só.

Pesquisas recentes sobre IA Generativa (um tipo de inteligência artificial que pode produzir autonomamente vários tipos de conteúdo, incluindo texto, imagens, áudio e sintetização de dados, entre muitos outros) indicam que ela pode afetar uma proporção significativa do total de tarefas de um determinado trabalhador ou trabalhadora.

  • Especialistas e analistas em Segurança da Informação:

Estima-se um aumento de 31% na procura por profissionais nestas áreas (cerca de 0,2 milhões de novos empregos), impulsionado pelo aumento da adoção de criptografia e mecanismos de cibersegurança, sendo que o cibercrime generalizado e a segurança da informação são um dos 10 principais riscos globais a curto e longo prazo. No entanto, existe atualmente uma escassez global de cerca de 3 milhões de profissionais só em matéria de cibersegurança.

EMPREGOS RELACIONADOS COM A EDUCAÇÃO

Espera-se que os empregos no setor da Educação cresçam cerca de 10% nos próximos 5 anos. Mesmo com muitas pessoas empregadas atualmente nestas funções, este crescimento poderá levar a 3 milhões de postos de trabalho adicionais, particularmente para professores do Ensino Profissional e professores do Ensino Superior e Universitário.

Dois dos fatores que contribuem para o crescimento destes empregos são a alta taxa de adoção de tecnologias de educação e desenvolvimento do trabalho e da educação colaborativa, e a necessidade de formação contínua e de reciclagem de conhecimentos de pessoal técnico e equipas nos mais variados tipos de organizações.

O crescimento do número de empregos na área da educação reforça claramente a tendência para o crescimento do emprego também na área social e da capacitação e educação social, tal como já se assiste nos dias de hoje.

EMPREGOS RELACIONADOS COM A AGRICULTURA

Espera-se que os empregos para profissionais na área agrícola, especialmente operadores de equipamentos agrícolas, tenham um aumento de 30%.

Tendo em conta os atuais níveis de emprego para estas funções, tal poderá conduzir nos próximos 5 anos a 3 milhões de novos postos de trabalho. Este aumento da procura pode ser impulsionado pelo efeito combinado de várias tendências, tais como a contração das cadeias de distribuição, o aumento dos custos dos fatores de produção, bem como a crescente utilização de tecnologias agrícolas e o aumento dos investimentos na adaptação às alterações climáticas.

Espera-se que este tipo de emprego possa ser no curto prazo menos afetado pelo surgimento de tecnologia avançada, e pela IA generativa. Por outro lado, considerando o aumento da população humana, profissões que contribuam para garantir a produção de bens alimentares e de outras matérias-primas resultantes da atividade agrícola e ou florestal, serão à partida, seguros.

EMPREGOS RELACIONADOS COM REPARAÇÃO, INDÚSTRIA E CONSTRUÇÃO

Com os impactos ainda incertos da crescente adoção de novas tecnologias e da robótica, como sejam os drones e a automação industrial, há uma expetativa mista no que se refere a funções de mecânica, reparação de máquinas, construção civil, montagem e operação fabril.

Relativamente às profissões de mecânica e reparação de máquinas, no conjunto, e apesar de não ser consensual, este grupo é um dos que demonstra maior crescimento, com cerca de 1,9 milhões de postos de trabalho adicionais esperados.

Os empregos na área da construção parecem demonstrar um decréscimo global. No entanto, o peso relativo deste decréscimo não é ainda assim resultante numa perda global de postos de trabalho (considerando a escassez de oferta à data atual), o que significa que este setor será responsável por criar 1 milhão de novos empregos nos próximos 5 anos.

Já os empregos em linhas de montagem e em fábricas parecem estar efetivamente a diminuir, com uma redução de 5% na procura, o que poderá reduzir em cerca de 2 milhões o número de empregos disponíveis. Esta redução é impulsionada pelo declínio das indústrias de manufatura, que se ajustam agora à automação e a outros avanços tecnológicos.

EMPREGOS RELACIONADOS COM CADEIAS DE DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA

Outro grupo de empregos que enfrenta expectativas mistas é o que está ligado à logística e à distribuição.

Espera-se que a relocalização das cadeias de abastecimento e distribuição seja um dos maiores contribuintes para o crescimento do emprego, mas também para uma significativa deslocalização de postos de trabalho. Enquanto isso, espera-se que a escassez da oferta e o aumento dos custos com matérias-primas e materiais sejam motivo para uma grande alteração na oferta de emprego, sendo este fator apenas suplantado pela desaceleração da economia global.

Como resultado, é esperado um aumento de cerca de 2 milhões de empregos, dentro dos quais se podem destacar as funções de especialistas em logística e de motorista de transportes ligeiros e pesados, de pessoas e passageiros, facto que poderá agravar a atual escassez de motoristas.

EMPREGOS RELACIONADOS COM QUESTÕES SOCIAIS

Este grupo de empregos na área social, integrando, por exemplo, os setores da prestação de cuidados, da educação, dos cuidados de saúde, do suporte a grupos menos favorecidos, e da inovação social desempenham um papel vital no bem-estar de todos e todas, permitindo o desenvolvimento social, protegendo o capital humano e reforçando a resiliência das sociedades.

Os investimentos das organizações e dos próprios estados no bem estar social, na redução das desigualdades e da responsabilidade social, geram grandes oportunidades de trabalho, mas também de emprego. À medida que a população mundial cresce e envelhece, a importância dos empregos sociais irá, sem dúvida, aumentar.

Estudos indicam que a oferta deste tipo de emprego (sobretudo na área dos Cuidados, Educação e Saúde) cresceu significativamente desde a pandemia, e mais rapidamente do que empregos noutros setores.

A esperança de vida pode estar a aumentar, mas a melhoria dos serviços necessários, de cuidado, de saúde, e de apoio social, é bastante mais lenta, o que significa que a faixa de população com mais idade necessitará de cuidados durante períodos muito mais longos da sua vida. Prevê-se que o número de pessoas com mais de 70 anos quase duplique na próxima década. Estas pressões estão a criar um enorme crescimento na procura de pessoas em funções de prestação de cuidados.


4.  COMPETÊNCIAS-CHAVE PARA O FUTURO

Independentemente do setor de atividade ou profissão que se queira considerar, parece claro que as grandes tendências da sociedade atual e do futuro (avanço tecnológico, sustentabilidade e alterações climáticas, pressão demográfica e social e situação geopolítica), impulsionem a evolução das competências que serão necessárias no local de trabalho, seja em termos de habilidades, de conhecimento, de capacidade ou de atitude. De acordo com o Fórum Económico Mundial, o pensamento analítico é considerado uma competência essencial. Uma outra habilidade cognitiva, o pensamento criativo, ocupa o segundo lugar, à frente de três habilidades de autoeficácia (resiliência, flexibilidade e agilidade; motivação e autoconsciência; e curiosidade e aprendizagem ao longo da vida) em reconhecimento da importância da capacidade dos profissionais para se adaptarem a locais de trabalho em constante transformação. A quarta habilidade de autoeficácia, confiabilidade e atenção aos detalhes, ocupa a sétima posição, atrás da literacia tecnológica/digital.

Em resumo, apresentamos abaixo, de entre muitas outras, as 26 competências-chave mais valorizadas pelas entidades empregadoras nos dias de hoje (2023) e nos próximos 5 anos:

CC – Competências cognitivas
CF – Capacidades físicas
MI – Habilidades de mobilização e influência
AE – Autoeficácia
ET – Ética
CT – Competências tecnológicas
CG – Competências de gestão
TO – Trabalhar com os outros

TOP2023PRÓXIMOS 5 ANOS
1CCPensamento analíticoCCPensamento analítico
2CCPensamento criativoCCPensamento criativo
3AEResiliência, flexibilidade e agilidadeCTInteligência Artificial (IA) e Big data
4AEMotivação e autoconhecimentoTOLiderança e influência social
5AECuriosidade e aprendizagem ao longo da vidaAEResiliência, flexibilidade e agilidade
6CTLiteracia digital/tecnológicaAECuriosidade e aprendizagem ao longo da vida
7AEFiabilidade e atenção aos detalhesCTLiteracia digital/tecnológica
8TOEmpatia e escuta ativaCTDesign e experiência do utilizador
9TOLiderança e influência socialAEMotivação e autoconhecimento
10CGControlo de qualidadeTOEmpatia e escuta ativa
11CCPensamento sistémicoCGGestão de talentos
12CGGestão de talentosMIServiço de orientação e apoio ao cliente
13MIServiço de orientação e apoio ao clienteETGestão ambiental
14CGGestão de recursos e operaçõesCGGestão de recursos e operações
15CTInteligência Artificial e Big dataMIMarketing e meios de comunicação social
16CCLeitura, escrita e matemáticaCGControlo de qualidade
17CTDesign e experiência do utilizadorCTRedes e Cibersegurança
18CCMultilinguismoAEFiabilidade e atenção aos detalhes
19TOEnsino e tutoriaCCPensamento sistémico
20CTProgramaçãoCTProgramação
21MIMarketing e meios de comunicação socialTOEnsino e tutoria
22CTRedes e CibersegurançaCCMultilinguismo
23ETGestão ambientalCFDestreza manual, resistência e precisão
24CFDestreza manual, resistência e precisãoETCidadania global
25ETCidadania globalCCLeitura, escrita e matemática
26CFCapacidades de processamento sensorialCFCapacidades de processamento sensorial

Pela análise da informação anterior percebe-se que a procura por competências cognitivas está a crescer mais rapidamente, refletindo a importância crescente da resolução de problemas complexos no local de trabalho.

O pensamento criativo, o pensamento analítico e a literacia digital e tecnológica são efetivamente as competências que registam um crescimento da procura mais rápido.

Destacam-se também aquelas a que chamamos de soft-skills (ou competências básicas transversais, pessoais ou interpessoais) parecendo afirmar-se decisivamente no panorama do futuro do mercado de trabalho, ultrapassando outras competências tradicionalmente vistas como fundamentais.

A procura por competências de autoeficácia e as atitudes socio-emocionais, tais como a curiosidade e a aprendizagem ao longo da vida, a resiliência, a flexibilidade e agilidade, e a motivação e autoconhecimento, estão igualmente a crescer rapidamente, evidenciando a importância que as empresas estão a dar à resiliência dos seus e suas colaboradoras, e à adoção por estes de uma cultura de reflexão sobre os problemas e de aprendizagem ao longo da vida.


5.  DICAS PARA ESCOLHER UMA PROFISSÃO DO FUTURO

O processo de desenvolvimento de uma carreira acontece, naturalmente, ao longo da vida e um primeiro passo a dar, de forma consciente e orientada com este nobre propósito, poderá ser a realização de um exercício de orientação vocacional. Mas este exercício, muito útil para a definição de um projeto de vida, pode não ser suficiente. Existem muitos outros fatores que podem, e devem, ser considerados antes de tomar uma decisão tão importante como seja a escolha de uma carreira ou profissão.

Explorar o conceito de “IKIGAI” pode ser uma boa ideia e é certamente um exercício divertido e enriquecedor. IKIGAI é uma expressão japonesa (生き甲斐) que combina duas palavras: “IKI”, que significa vida, e “GAI”, que significa propósito. Em suma “Propósito de Vida” ou “Razão de Viver”.

O conceito propõe quatro dimensões de análise:

  • O que gosto de fazer? (as atividades ou hobbies de que realmente gostas e que te dão satisfação)
  • O que sei fazer bem? (aquilo em que te distingues positivamente, sejam habilidades, capacidades ou atitudes)
  • O que precisa ser feito? (o que precisa o mundo que seja feito, e o que precisas tu fazer para contribuir para o mundo em que vives)
  • O que ganho por fazer? (que profissão ou emprego te recompensariam, por exemplo com um salário, por fazeres o que gostas e ou fazes bem, contribuindo para a tua realização pessoal e profissional e para um mundo melhor)

Como no esquema, quando sobrepostas, estas quatro dimensões facilitam a definição de uma missão de vida, a identificação das tuas vocações, de uma paixão, que representa os teus interesses, e, desejavelmente, aquela que poderia ser uma profissão ajustada aos teus interesses e vocações. Desafiamos-te a experimentar!

Para além da descoberta do teu “Ikigai”, outras questões podem ainda ser relevantes de considerar no momento de escolher uma profissão:

  • Trabalhar a partir de casa: Considerando que se trata de uma tendência com crescente peso no mercado de trabalho dos próximos anos, e caso esta seja para ti uma boa possibilidade, poderá ser boa ideia procurar listar as profissões que sejam passíveis de ser exercidas neste regime. Existem, evidentemente, profissões que implicam necessariamente a presença dos profissionais no local de trabalho, mas não é dessas que falamos aqui. As plataformas digitais de trabalho online (home-office ou Crowdworking) vieram para ficar e será boa ideia visitar algumas (por exemplo, Upwork, Clickworker, 99designs, Airbnb, Uber, Taskrabbit, Streetspotr).
  • Afinidade: “Faz o que gostas e não precisarás trabalhar nem por um dia da tua vida”, é o que diz a frase atribuída a Confúcio. Sabemos que, na prática, mesmo os melhores empregos estão sujeitos a situações de grande exigência, de esforço e de stress. Embora o gosto por uma profissão (ou por praticamente qualquer coisa) possa ser desenvolvido com o tempo e alguma flexibilidade pessoal, o grau de afinidade com um determinado tipo de trabalho ou de profissão deve ser tido em conta no momento de escolher, no fundo como também possível de explorar através do “Ikigai”.
  • Pragmatismo: Nem sempre compensa, do ponto de vista financeiro ou até de realização pessoal, trabalhar em áreas de que se gosta quando esse setor ou profissão está em declínio. Perante perspetivas de mercado de trabalho claramente negativas, valerá a pena demonstrar pragmatismo e equacionar carreiras ou profissões mais estáveis e com perspetivas de crescimento futuro.
  • Viabilidade: Somos apologistas da resiliência e de que todos, sem exceção, podem e devem seguir os seus sonhos, esforçando-se por isso. Infelizmente, por uma razão ou por outra, nem todas as pessoas têm condição ou disponibilidade para frequentar cursos superiores de elevada procura em termos de emprego, como medicina ou algumas engenharias. Será, nestes casos, importante manter uma visão realista sobre a situação atual e futura, dando espaço à procura de soluções de formação e de qualificação mais compatíveis com as possibilidades, sejam materiais, financeiras ou de tempo.
  • Networking: As redes de contacto são, cada vez mais, um “capital” de enorme valor nos dias que correm, esperando-se que esta importância cresça. Neste contexto, pode ser muito relevante que, na área profissional que gostarias de seguir, desenvolvas contactos, partilhes as tuas ideias e intenções, e isso vai-te permitir conhecer melhor as tendências do mercado de trabalho na área que te interessa, e as pessoas que nesse mercado atuam, facilitando uma futura integração profissional.
  • Tempo de formação: O fator tempo é muito relevante. Deverá questionar-se quanto tempo estamos dispostos a investir em formação, sendo o investimento em formação sempre uma boa aposta. Por exemplo, se optar por uma formação superior e investir 4 anos ou mais, ou se optar por uma formação mais especializada, vocacional ou profissional, de duração mais curta, mas que pode abrir caminhos profissionais igualmente promissores.
  • Competências pessoais: Como já vimos antes, as tendências de evolução do mercado de trabalho estão a resultar numa procura muito forte e crescente por competências pessoais (as soft-skills). Estimular e desenvolver estas competências é sem dúvida uma dica segura. Competências relacionadas com o pensamento crítico, com a resolução de problemas, com o trabalho em equipa e com a autoconsciência (entender limitações e forças) podem fazer a diferença entre conseguir ou não um emprego.
  • Conhecer a realidade: É importante estar atualizado sobre os principais acontecimentos e fenómenos societais e isto pode ser conseguido através da leitura (jornais, sites, revistas, reportagem, ensaios, artigos, etc.), da participação em eventos (workshops, seminários, palestras, etc.), de conversas com pessoas que conhecem e sabem explicar essa realidade, ou através de outras formas de autoaprendizagem. Isto ajudará a desenvolver uma base intelectual, mais ou menos especializada, e a interpretar as mudanças e as tendências atuais, que terão certamente impacto no mercado de trabalho e particularmente no campo das profissões.

6.  CONCLUSÕES

Os últimos anos são caracterizados por importantes alterações económicas, geopolíticas, sociais e tecnológicas, pela perda considerável de postos de trabalho e por uma mudança substancial ao nível das competências necessárias para responder ao mercado de trabalho global.

O emprego, quando revestido por formas de trabalho justo e estável, constitui a base da prosperidade de cidadãos e cidadãs à escala global, e é ele o principal garante dos meios de subsistência de indivíduos e famílias.

As conclusões que podem ser retiradas através da pesquisa e análise sobre as principais orientações nacionais e europeias, mas também das conclusões de entidades internacionais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fórum Económico Mundial (FEM), parecem apontar para situações de esperança (porque muitos novos postos de trabalho serão tendencialmente criados), mas também de cautela (porque muitos outros se perderão e ou porque terão de se adaptar a novas condições e competências).

Contudo, o tipo de oportunidades que se espera surgirem está também a mudar rapidamente, a par das necessidades de uma sociedade mais dinâmica e da evolução de fortes tendências como as que se relacionam com os avanços tecnológicos, com a sustentabilidade e alterações climáticas, e com as pressões demográficas, que implicarão um reforço nas áreas sociais, da educação, dos cuidados e da saúde.

As profissões do futuro e as correspondentes necessidades em termos de competências refletem uma diversidade significativa de oportunidades no mercado de trabalho e oferecem oportunidades de emprego, seja este altamente qualificado ou menos qualificado.

Apesar do grande foco colocado nas novas competências de natureza tecnológica, este caderno apresenta diversos conjuntos de competências cuja procura se espera aumentar nos próximos tempos. Para além da “ciência” dos dados e da Inteligência Artificial, competências relacionadas com a oferta de cuidado, a liderança e a capacidade de ensinar e de capacitar pessoas e organizações para o desenvolvimento, serão igualmente críticas para o futuro do trabalho.

Os novos investimentos na economia verde, como foco nas energias renováveis, têm potencial para aumentar as perspetivas de emprego neste setor. Por outro lado, uma atenção especial será dada à eliminação das desigualdades, por exemplo em termos de género, podendo impulsionar uma maior procura de empregos na área da prestação de cuidados.

No fundo, e por outras palavras, a transição para o novo mundo do trabalho será centrada tanto no ser humano como na tecnologia.

Por fim, este caderno digital propõe e demonstra que temos ao nosso alcance informação e recursos que podem oferecer uma visão ampla, e tão próxima da realidade quanto possível, sobre o contexto atual e futuro e sobre as grandes tendências que marcam já as oportunidades que o mercado de trabalho oferece. O mais importante agora é utilizar esta informação com sensatez, de forma refletida e informada, e com um bom grau de autoconhecimento, procurando o ou os caminhos que levem ao encontro de um emprego produtivo e gratificante, e que contribua para a realização pessoal e profissional.


7.  REFERÊNCIAS, e outros recursos que podes consultar…

Future Jobs

Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP)

The Future of Work is Learning

Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP)

Competências para hoje e para o futuro

Comissão Europeia (Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão), Ensino e formação profissional

Lista das profissões do futuro

Creditas, Fórum Económico Mundial lista as profissões do futuro

Conheça a diferença entre trabalho e emprego (e carreira)

eKonomista.pt

As profissões do futuro que já são tendência no mercado de trabalho!

HOTMART

Almanaque: Profissões do futuro

ISSUU, Almanaque: Profissões do Futuro

Explore the future of work in Europe

McKinsey Global Institute

The Future of Work in Europe (JUNE 2020)

McKinsey Global Institute

Eu sou o futuro do Trabalho

OCDE lança campanha “Eu sou o futuro do Trabalho”

Futuro do Trabalho

Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Trabalhar para um Futuro Melhor

Organização Internacional do Trabalho (OIT) – Comissão Mundial sobre o Futuro do Trabalho (Lisboa, 2019)

The Future of work

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Employment Outlook 2019

As 96 profissões do futuro

Revista Exame, Online (sobre o Fórum Económico Mundial)

Careers of the future

United Kingdom Commission for Employment and Skills (UKCES)

The Future of Jobs Report 2023

World Economic Forum, Weforum


O FUTURO É TEU!

CADERNO DIGITAL –
AS PROFISSÕES DO FUTURO

O presente documento foi produzido pela Make it Better, Associação para a Inovação e Economia Social, no âmbito da implementação do Programa “Imagine.Create.Succeed – O futuro é teu”, e particularmente no âmbito da sua Ação 6 (O Futuro é Teu), e publicado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM RC). As informações, constatações, interpretações e conclusões aqui expressas são o resultado de um processo de pesquisa, desenvolvimento e adaptação de conteúdos, validados pela CIM RC, mas não representam necessariamente as suas opiniões, nem da generalidade dos seus membros, parceiros ou outras partes interessadas.

Para mais informação: futuro.realiza-te.pt